sábado, março 31, 2007
sexta-feira, março 30, 2007
Regionalismos
No livro "CANAS DE SENHORIM - História e Património"-1996 existe na página 101 um espaço dedicado a regionalismos recolhidos à altura pelo Grupo de Teatro Amador de Canas de Senhorim. Como se tornaria exaustivo transcrevê-los a todos, aqui fica a selecção Kunami.
Amochar-baixar, acocorar, retrai-se.
Amorrinhado-adoentado, enfraquecido.
Azurragado-sacrificado com o trabalho ou sob pressão.
Pantomineiro-mentiroso;aldrabão.
Patanheiro-chuva miudinha.
R
A
Achadiço-pessoa que veio acidentalmente para a terra; que não é natural da mesma.Amochar-baixar, acocorar, retrai-se.
Amorrinhado-adoentado, enfraquecido.
Azurragado-sacrificado com o trabalho ou sob pressão.
B
Bezaina-bebedeira, borracheira, carraspana.
Borra-Botas-palerma, desajeitado, conanas.
C
Cadabulho-cavar a parte do terreno onde não chega a charrua "vou fazer os cadabulhos".
Cagarola-cobarde, medroso.
Choninhas-anjinho, palerma, conanas.
Corriqueiro-vulgar.
D
Derrabado-atrasado, último, "Não fiques para trás. És um derrabado."
Desancar-bater até desancar "Hoje até te desanco!..."
E
Empoucado-amalucado, de fraco tino.
Empelgado-parecido,"é mesmo o pai empelgado".
Engerido-pessoa fraquinha.
Engonhar-enronhar.
Esbijada-esticada ou larga, " a camisola já está esbijada".
Escanevar-chover intensamente, "que grande escanevada".
F
Fanico-desmaio;"Ponho-te aos fanicos!..."- pôr aos pedacinhos.
Fuínha-avarento; esfomeado; "unhas de fome"; somítico, agarrado.
G
Gôgo-tosse; rouquidão; "Estou com o gôgo".
Golandrina-faladeira; espalhafatosa;desjeitada.
L
Labrego/Labrosco/Labrusco-inculto, grosseiro, rude
M
Macharufada-comida sem apresentação e sem paladar, actividade sem ordenamento.
Mochanas-resíduos de lenha queimada a cair do lume.
Mostrongo-pessoa que nada faz, só estorva.
P
Paivante-cigarroPantomineiro-mentiroso;aldrabão.
Patanheiro-chuva miudinha.
Pisão-pedra pendurada à fechadura das portas que é acionada por um cordão à distância. Usa-se pelo Carnaval.
R
Repigar- cortar as couves aos bocados.
S
Salgadicha-sardanisca.
Sôfrego-ávido.
Solipé-andar só com um pé.
T
Tranganho-pau para bater.
Tranglitanas-desajeitado, abimbalhado.
Trombalazana-trombudo, de poucas falas.
Trôxa-Môxa-em desordem, sem "rei nem roque", adaptação de francês "trouche mouche" «em casa do Manel anda tudo à trouxa-môxa»
U
Unhas de fome-fuínha; avarento.
V
Valdevinos-pinante; aquele que vive sem rumo;desorientado.
Z
Zupar-bater.
sábado, março 24, 2007
Jornal o Diário (continuação)

Fumos sujos nos Fornos
O fumo das gigantescas chaminés da Companhia Portuguesa de fornos Eléctricos vê-se da Serra da Estrela nos dias em que a neblina natural não se mistura com esta névoa negra, constante suja assassina.
Quem, pela noite, observa na saída dos fornos o bailado das fagulhas pode achar belo o espectáculo de estrelas cadentes a que assiste. Mas a fuligem cobre de pó de carvão os pastos em redor de Canas de Senhorim, mancha as roupas que nas casas se estendem, estraga as pessoas, os animais e as casas. O negro de fumo das chaminés dos fornos é uma praga.
O fumo das gigantescas chaminés da Companhia Portuguesa de fornos Eléctricos vê-se da Serra da Estrela nos dias em que a neblina natural não se mistura com esta névoa negra, constante suja assassina.
Quem, pela noite, observa na saída dos fornos o bailado das fagulhas pode achar belo o espectáculo de estrelas cadentes a que assiste. Mas a fuligem cobre de pó de carvão os pastos em redor de Canas de Senhorim, mancha as roupas que nas casas se estendem, estraga as pessoas, os animais e as casas. O negro de fumo das chaminés dos fornos é uma praga.
“Os regulamentos de higiene e segurança não são cumpridos minimamente nos fornos”, diz-nos António Ramos Loureiro, dirigente sindical dos Metalúrgicos de Viseu, trabalhador na empresa. Os operários metalúrgicos são 500 nos Fornos Eléctricos, constituindo mais de 40 por cento do total dos associados do Sindicato Metalúrgico de Viseu.
“ Em vez de nos darem um litro de leite, meio litro que fosse, para desintoxicação, instalaram uma máquina na empresa para os operários tirarem refrigerantes…”, acrescenta o dirigente sindical.
Entrevistámo-lo à porta da Companhia, passa pouco da meia-noite, hora final do turno de trabalho que António Loureiro cumpriu. O porteiro da empresa vê-nos a fotografar as chispas e diz: “dentro de algum tempo já não há nada desta porcaria a sair das chaminés: instalaram agora um sistema nos fornos novos para não deitar fumo…”Fica a informação por confirmar. “Diz-se” que o negro de fumo vai deixar de cair sobre o que é limpo em Canas de Senhorim.
O Seguro Morreu...
“Montaram filtros o forno 15 mas não resolveram o problema dos fornos 9, 10, 11, 12 e 14” diz António Loureiro que alerta para o facto de estar a ser montado um jardim-de-infância a 400 metros da empresa. “ As crianças vão estar sujeitas àquele ambiente. Hão-de ficar com muita saúde!...”.
Quem já não tem muita saúde são os operários dos Fornos. A agravar a falta de condições têm um bom refeitório na empresa que não funciona. “ A malta vem aviada de casa e sujeita-se a comer tudo frio, quando há uma boa sala por explorar.” O dirigente metalúrgico é de opinião que os patrões estão a caminhar para a redução progressiva do pessoal. O Contrato Colectivo de Trabalho é cumprido, mas todos os postos de trabalho que ficam desocupados, por invalidez, reforma ou emigração daqueles que trabalham na empresa, não correspondem a novas admissões.
“ Á falta de uma lei de despedimentos como aquela que os industriais pediram ao Balsemão no Porto, o patronato vai reduzindo os postos de trabalho nos Fornos sobrecarregando os trabalhadores que ainda se mantêm no activo”, diz Loureiro.
Esta sobrecarga aumenta o número de acidentes e o dirigente sindical é peremptório ao afirmar que “este trabalho é dos mais perigosos; corremos a todo o passo o risco de uma explosão e não há meio de fugirmos.
“A empresa – prossegue – criou umas varandas anti-fogo, mas hão-de servir de muito se houver um incêndio!...Já houve dois grandes acidentes aqui nos Fornos e só uma explosão ocorrida aqui há três anos houve um morto e um ferido. Este trabalha agora nos balneários por incapacidade”.
A companhia possui um seguro de trabalho que coloca sérios problemas aos trabalhadores e ao sindicato que os representa. António Loureiro explica:
“No sindicato temos agora um problema que é exemplar desta situação. Um trabalhador sofreu aqui há tempos um acidente de trabalho. Foi atropelado dentro destas instalações por uma viatura em manobras e ficou com um grau de incapacidade superior a setenta por cento. Estamos em tribunal com a seguradora porque aqui só nos dão um cartão da companhia que não tem valor em processos judiciais. Estamos a aconselhar os nossos associados a exigirem uma apólice, o único documento que o tribunal dá por bom”.
_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*
Mineiros do urânio não são ouvidos
“O Conselho de Gerência da empresa não nos ouve nem responde às nossas perguntas. Se nos chama lá é para sermos ouvintes. O Conselho de Gerência é que manda.”
Manuel Fonseca, Orciano Pereira e Álvaro Marques, todos da CT das Minas, recebem-nos num contentor azul-escuro que serve de sede à comissão. Um termo-ventilador quebra o gelo.
“O principal problema nesta empresa é a falta de contactos entre a gerência e os trabalhadores” – afirmam.” Não participamos na gestão da empresa senão como ouvintes”.
Os outros problemas decorrem, segundo os trabalhadores da “falta de uma política de venda do urânio”. A empresa “ só vende aquilo que precisa para se manter e está a armazenar o resto da produção à espera dos preços melhores no mercado internacional”. Ainda assim, “esta medida de gestão é da iniciativa do Conselho de Gerência, porque a nível nacional não há ordens, não se sabe o que se vai fazer ao urânio que extraímos”.
Por informação do CG, os trabalhadores souberam em 1981 que se aguardava uma subida do preço do urânio em 1985. Dados mais recentes apontam só para os finais da década
Entretanto a empresa não pára, mas os trabalhadores que são reformados não são substituídos, embora na região da Urgeiriça se considerassem asseguradas, em Abril do ano passado, 2865 toneladas de Urânio. Este minério manteria a empresa em laboração, aos ritmos actuais, durante mais 24 anos.
As reservas nacionais serão, por outro lado, de 10 mil toneladas. Exploradas à média actual de 120 por ano, “ só daqui por 80 anos teríamos o urânio todo cá fora” dizem os membros da CT.
No entanto, os trabalhadores estão convencidos de que a extracção terá que ser feita muito rapidamente. “Nos próximos vinte anos”, dizem, “porque outras energias vão sendo descobertas e aproveitadas e o urânio que não se vender até ao ano 2000 fica com certeza para deitar fora”.
in Jornal o Diário, 28 de Janeiro de 1983
sexta-feira, março 23, 2007
quarta-feira, março 21, 2007
O dia dos Dias
Como é do conhecimento de todos, hoje é o dia em que se comemoram muitos dias. Ele é o dia da árvore, da poesia, do sono..... Mas, o que me levou a fazer este post foi o dia Universal do Teatro, pois não podia deixar uma palavra de apreço e ao mesmo tempo de agradecimento ao nosso excelente grupo de Teatro Pais Miranda, que tão longe tem levado e dignificado o nome de Canas de Senhorim. Arrisco dizer que, mesmo sendo amador faz um trabalho muito próximo e quiçá melhor do que muitos grupos profissionais.
Pena é que as entidades competentes deste país não lhe dêm o devido apoio e atenção. Tivesse ele sediado numa terra que eu cá sei e a "música" seria outra.
Parabéns a quantos fazem parte do Grupo de Teatro Pais Miranda e continuem o bom trabalho.
PS: para quando a casa da cultura?
Pena é que as entidades competentes deste país não lhe dêm o devido apoio e atenção. Tivesse ele sediado numa terra que eu cá sei e a "música" seria outra.
Parabéns a quantos fazem parte do Grupo de Teatro Pais Miranda e continuem o bom trabalho.
PS: para quando a casa da cultura?
terça-feira, março 20, 2007
MANIF
O despertador tocou. Apesar de ser sempre o despertador a fazer de galo, teimava em não se habituar àquele som e acordava sobressaltado. De seguida semicerrou os olhos rodou o corpo para o lado direito e confirmou as horas, o relógio marcava 6:30. Devido à hora madrugadora o corpo pedia-lhe o aconchego da cama, mas o seu coração e a sua vontade impeliram-no para fora do leito. Afinal, era o dia agendado para mais uma ida a Lisboa, a fim de reivindicar a criação do Concelho de Canas de Senhorim.Antes de fazer a sua higiene pessoal certificou-se que toda a sua família tinha acordado. Os seus dois mais velhos que tinham ficado até tarde no Quebra não mostraram qualquer vontade em acordar, mas depois de muita insistência lá saltaram da cama.
Uma vez prontos, cada um pegou na sua bandeira, numa alcofa com o farnel e lá foram rumo à EB 2,3 Engº Dionísio Augusto Cunha. Pelo caminho e à medida que se aproximavam do local o número de pessoas ia engrossando, o que juntamente com o amarelo e vermelho das bandeiras dava um colorido singular ás ruas.
Quando se preparavam para partir até à capital, eis que surge o Zé Pelacinho com a sua sineta e dizer repetidamente com a sua pronúncia inimitável “ a manifestação foi cancelada, a manifestação foi cancelada”. As pessoas já dentro do autocarro iam olhando umas para as outras incrédulas e como que questionando de quem teria partido tal decisão…….De repente deu um salto na cama e despertou do sonho. Acto contínuo foi à janela e viu a sua rua por alcatroar, os passeios despidos de ladrilho e metade das lâmpadas fundidas. Resignado foi novamente para a cama e em vez de contar carneiros para adormecer pôs-se a enumerar as carências da Vila, enquanto que ao longe ouvia a ecoar “A LUTA CONTINUA” e “CANAS UNIDA JAMAIS SERÁ VENCIDA”.
sábado, março 17, 2007
Há Leão!
Após 10 anos sem vitórias na casa do F.C. Porto, eis que o Sporting com uma equipa recheada de miúdos da casa (Nani, Veloso,Moutinho, Djaló,Caneira (um pouco mais velho), Pereirinha e Custódio que muitas vezes foram apelidados de inexperientes deu uma lição de bem jogar futebol ao todo poderoso Porto. São exibições como esta que aumentam o orgulho de ser sportinguista. Ah, já agora, alguém se lembrou do levezinho???
Em resumo, grande jogo, grande exibição e maturidade dos mais jovens e já agora grande golo do Rodrigo Tello.
E afinal os jogadores do Sporting não ganham assim tanto, nós é que ganhamos pouco!
E afinal os jogadores do Sporting não ganham assim tanto, nós é que ganhamos pouco!
Jornal o Diário - 28 Janeiro 1983
Como todos sabemos a questão da criação do Concelho de Canas é um problema que tem mobilizado e feito sonhar muitas gerações de Canenses. Devido ao empenho da população e às acções levadas a cabo pelas pessoas que encabeçaram o movimento, tornou-se numa questão Nacional a que ninguém fica indiferente.

Estamos em Nelas, entre o Mondego e o Dão, quatrocentos metros acima do nível do mar.
O ar fino e seco de meia altitude dulcifica a vida, como se escreveria num panfleto dos anos 40.
Estamos no coração da Beira Alta, enquadrado pelas muralhas da estrela e do Caramulo e pelos rios da Poesia e do Vinho.
Estamos num planalto pleno de panoramas policromos – o violeta das montanhas distantes, o verde dos pinhais, o castanho das vinhas vindimadas, o vermelho das telhas sobre o granito.
Esta é a pátria da fruta mais aromática e daquele que já foi chamado do soberano dos vinhos de mesa.
Estas são as Terras de Senhorim, terras cheias de história dos primeiros tempos de Portugal e de tradições municipalistas ainda bem vivas.
Este é o jovem concelho de Nelas, onde só a vila sede possui água canalizada para os domicílios.
Este é o município de Nelas a braços com a vontade férrea do povo de Canas de Senhorim de restaurar a sua independência administrativa.
E esta vontade, que podemos verificar a cada passo, é a grande questão da actualidade no tal coração da Beira Alta, no referido planalto policromo, na pátria da fruta aromática e do rei dos vinhos nas tais Terras de Senhorim.
*****
À independência da freguesia de Canas de Senhorim; ao concelho perdido há 116 anos nas incertezas do reformismo liberal e do seu pseudo-centralismo, como dizem os restauradores; à autonomia ciclicamente reivindicada pelos canenses, todos os assuntos estão hoje ligados.
Para se falar da restauração do município de Canas de Senhorim não é preciso entrevistar, como fizemos, o movimento amplamente unitário, rigorosamente apartidário, que persegue tal objectivo; não é necessário passear pela bela povoação de Vale de Madeiros, sem água nem esgotos, e ouvir dizer que “quando Canas tiver uma Câmara…”
A questão está presente em todas as conversas, especialmente agora, em períodos como este de luta acesa entre a freguesia rebelde e a sede do concelho, entre o poder local de Canas de Senhorim e o poder central de Lisboa que tenazmente retarda a restauração – ao que parece inevitável do município.
“o diário” , neste Suplemento de Vida Local, não pôde, nem queria fugir à questão e ouviu os interessados. Falou em Nelas com os que são de Nelas e em Canas de Senhorim com os que não querem ser de Nelas.
Ouvimos as razões de uns e de outros, as queixas volumosas dos canenses, um certo temor por parte dos nelenses de que a saída de Canas de Senhorim, com o seu potencial industrial, signifique o desmoronamento do actual concelho.
*****
É difícil, em Nelas, falar de outra coisa que não o problema de Canas. Nos Fornos Eléctricos que poluem os prados do concelho e põem em risco a vida dos metalúrgicos, falou-se em Canas de Senhorim; nas Minas da Urgeiriça que não sabem o que hão-de fazer ao urânio nacional, o movimento restaurador também veio à baila, como no diálogo com os agricultores desprezados de Senhorim e Carvalhal Redondo, como na conversa com a população combativa de Santar.
O caso do momento foi até simbolizado num renhido jogo de futebol do distrital de Viseu, entre uma equipa de Nelas e outra de Canas de Senhorim. Só não conseguimos ouvir sobre a questão o presidente da Câmara Municipal de Nelas, eleito em 12 de Dezembro do ano passado. É um facto que lamentamos. Contávamos com as suas palavras para expressar as apreensões e os argumentos daqueles que em Nelas são contra o concelho de Canas. Mas a política partidária cria embaraços assim em casos como este. Veja-se o sacrifício de Vizela na Assembleia da República.
Como prova disso aqui fica parte de uma reportagem feita pelo Jornal o Diário (edição nº 20 de 1983), no suplemento Vida Local, que aborda diversos problemas do concelho.
Futuramente conto dar seguimento à reportagem publicando o restante material integrante da reportagem (derby Canas-Nelas, Fornos Eléctricos, Minas da Urgeiriça...).
Canas de Senhorim é o tema central em Nelas
O ar fino e seco de meia altitude dulcifica a vida, como se escreveria num panfleto dos anos 40.
Estamos no coração da Beira Alta, enquadrado pelas muralhas da estrela e do Caramulo e pelos rios da Poesia e do Vinho.
Estamos num planalto pleno de panoramas policromos – o violeta das montanhas distantes, o verde dos pinhais, o castanho das vinhas vindimadas, o vermelho das telhas sobre o granito.
Esta é a pátria da fruta mais aromática e daquele que já foi chamado do soberano dos vinhos de mesa.
Estas são as Terras de Senhorim, terras cheias de história dos primeiros tempos de Portugal e de tradições municipalistas ainda bem vivas.
Este é o jovem concelho de Nelas, onde só a vila sede possui água canalizada para os domicílios.
Este é o município de Nelas a braços com a vontade férrea do povo de Canas de Senhorim de restaurar a sua independência administrativa.
E esta vontade, que podemos verificar a cada passo, é a grande questão da actualidade no tal coração da Beira Alta, no referido planalto policromo, na pátria da fruta aromática e do rei dos vinhos nas tais Terras de Senhorim.
*****
À independência da freguesia de Canas de Senhorim; ao concelho perdido há 116 anos nas incertezas do reformismo liberal e do seu pseudo-centralismo, como dizem os restauradores; à autonomia ciclicamente reivindicada pelos canenses, todos os assuntos estão hoje ligados.
Para se falar da restauração do município de Canas de Senhorim não é preciso entrevistar, como fizemos, o movimento amplamente unitário, rigorosamente apartidário, que persegue tal objectivo; não é necessário passear pela bela povoação de Vale de Madeiros, sem água nem esgotos, e ouvir dizer que “quando Canas tiver uma Câmara…”
A questão está presente em todas as conversas, especialmente agora, em períodos como este de luta acesa entre a freguesia rebelde e a sede do concelho, entre o poder local de Canas de Senhorim e o poder central de Lisboa que tenazmente retarda a restauração – ao que parece inevitável do município.
“o diário” , neste Suplemento de Vida Local, não pôde, nem queria fugir à questão e ouviu os interessados. Falou em Nelas com os que são de Nelas e em Canas de Senhorim com os que não querem ser de Nelas.
Ouvimos as razões de uns e de outros, as queixas volumosas dos canenses, um certo temor por parte dos nelenses de que a saída de Canas de Senhorim, com o seu potencial industrial, signifique o desmoronamento do actual concelho.
*****
É difícil, em Nelas, falar de outra coisa que não o problema de Canas. Nos Fornos Eléctricos que poluem os prados do concelho e põem em risco a vida dos metalúrgicos, falou-se em Canas de Senhorim; nas Minas da Urgeiriça que não sabem o que hão-de fazer ao urânio nacional, o movimento restaurador também veio à baila, como no diálogo com os agricultores desprezados de Senhorim e Carvalhal Redondo, como na conversa com a população combativa de Santar.
O caso do momento foi até simbolizado num renhido jogo de futebol do distrital de Viseu, entre uma equipa de Nelas e outra de Canas de Senhorim. Só não conseguimos ouvir sobre a questão o presidente da Câmara Municipal de Nelas, eleito em 12 de Dezembro do ano passado. É um facto que lamentamos. Contávamos com as suas palavras para expressar as apreensões e os argumentos daqueles que em Nelas são contra o concelho de Canas. Mas a política partidária cria embaraços assim em casos como este. Veja-se o sacrifício de Vizela na Assembleia da República.
in Jornal o Diário , 28 Janeiro 1983
Labels:
Canas de Senhorim,
Concelho,
O Diário
GDR
Fiquei um pouco entristecido ao ler a entrevista do Lino no CS com o relato de algum desinteresse da rapaziada nova (bom, mais nova quero eu dizer...) no nosso clube.
A subida de divisão tem de puxar pelo clube e tornar cool o apoio à nossa equipa!!!
P.S - Que saudades de um jogo na Raposeira!!!! Carreira, Nuno,Fernando Jorge, Carvalhal, Delfim, Paulo Dias, Quim, Abdul, Moitas, entre outros, foram os meus ídolos de infância!!!!
O início da recuperação
sexta-feira, março 16, 2007
Frangetto
quarta-feira, março 14, 2007
Os Benfiquistas no Sábado
terça-feira, março 13, 2007
Data Histórica
Durante a Assembleia Geral do Campo Grande Football Club, realizada a 13 de Março de 1906, os irmãos Gavazzo e José Alvalade apresentaram as suas demissões deste clube. Este último anunciou que iria formar um novo Clube. Estava dado o primeiro passo para o nascimento do Sporting Clube de Portugal.in www.scp.pt
domingo, março 11, 2007
Bem-vindo
O Kunami Fresquinho, conta com um novo "Vendedor de Kunami", ou por outras palavras com um novo contributor de seu nome Manuel Henriques. Bem-vindo e faça deste blog o seu blog.
Continua actual....
Sr. Presidente Srs. Deputados
Quando na campanha eleitoral nos apresentamos ao povo, dissemos-lhe que se ganhássemos as eleições para o executivo da Câmara, procederíamos de maneira a não privilegiar fosse que freguesia fosse tivéssemos nela apoio eleitoral ou não. Prometemos que se fossemos executivo procuraríamos que o crescimento do Concelho se desenvolvesse de maneira harmoniosa isto é resolvendo dentro das possibilidades orçamentais as carências das povoações principalmente as mais desfavorecidas.
Não ganhámos, outros que demagogicamente prometeram mundos e fundos foram escolhidos para governar.
Volvidos quase dois anos, que fizeram os Srs. Correia, Lopes & Garcia, lda. Afinal o que estes 4 srs. (sim porque eles são o verdadeiro executivo) fizeram do voto daqueles que confiando numa sigla os elegeram? Não estão aqui em causa partidos ou coligações, mas sim pessoas que deles se serviram para alcançar o poder.
Quando em 1980 esta assembleia começou a funcionar o sr. Presidente da Câmara já tinha cozinhado e feito aprovar pela assembleia cessante o orçamento e o plano para esse ano. Sabendo que um dos poderes desta assembleia é a de fiscalizar e fazer cumprir o plano e o orçamento o sr. Presidente nunca teve, e ele sabe bem porquê, a hombridade de enviar aos membros desta assembleia uma cópia dos ditos. Claro que o sr. Dr. Correia e o executivo sempre mostraram pouca simpatia e nenhum respeito por esta assembleia; pois até hoje nunca cumpriram as deliberações dela mesmo as que por eles aqui foram propostas.
Sr. Presidente srs. Deputados este executivo na sua ânsia de vingança política e cegueira ideológica, tem feito com que os dinheiros públicos tenham servido não para desenvolver as povoações mais carenciadas, mas sim para obras de fachada de pouco ou nenhum interesse para a esmagadora maioria do povo deste concelho. Se algum desenvolvimento se tem notado na sede de concelho ele pouco ou nada tem beneficiado a qualidade de vida dos seus habitantes principalmente os mais desfavorecidos.
Enquanto se procura neste país fazer desaparecer ideias colonialistas o executivo da Câmara desenvolve-as a fim de melhor poder atingir os seus fins.
Assim tirando partido da rivalidade Canas-Nelas, estes Srs. aproveitam para colonizar as freguesias do concelho em benefício de obras supérfluas na sua sede.
É ou não verdade que esta assembleia aprovou um plano de obras e um orçamento para 1981 que beneficiava todo o Concelho? Porque é então que o plano de obras não se cumpre e os dinheiros públicos saltam de verba em verba até irem cair nas pedrinhas e nos mosaicos das ruas da sede do concelho. É ou não verdade que enquanto se remodela principescamente a rede eléctrica do concelho povoações há que têm ruas sem luz e outras com lâmpadas há bastante tempo fundidas?
Quando foi proposto à assembleia que o vereador José dos Santos Lopes, mais conhecido pelo Zé promessas mentirosas, passasse a regime de tempo inteiro, a Câmara baseou a sua proposta na necessidade de um maior apoio às obras em curso, porém mais tarde a mesma Câmara veio propor-nos a redução de obras por falta de verba. Então meus srs. não há verba para dar andamento e cumprimento ao plano de obras e há verba para pagar 32 contos a um indivíduo para prometer e mentir?
Previa-se gastar em Carvalhal Redondo 3500 contos na compra de um terreno e abertura da Rua do Futuro. Então sr. executivo, quantos pregos pregaram nesta freguesia? Que fizeram em Senhorim, Santar Moreira, Carvalhas, Vila Ruiva e nas outras aldeias? Que se passa com a estrada que liga Canas-Aguieira-Pisão? É ou não verdade que o sr. presidente da câmara quando lhe falam no assunto toma as culpas ao Zézito dos buracos ou então à Junta de Freguesia de Canas.
A falta de diálogo desta Câmara é de facto notório. O seu presidente preferia ditar que dialogar, e quando alguém porque tem opinião contrária o contraria, então termos violentos brotam da sua boca tais como “vós quereis entravar o desenvolvimento do concelho , mas eu esmago-vos”.- que espécie de democracia é esta meus srs.
Canas-Nelas rivalidade que tínhamos esperança que se atenuasse com a entrada do vereador José Lopes a tempo inteiro para o executivo. Infelizmente este Sr. nada cumpriu do que prometeu, atraiçoou tudo e todos por um tacho, juntou-se ao clã colonialista não se contentando a igualá-los mas sim ultrapassando-os. A sua palavra para os canenses não vale um real furado, mente à esquerda e à direita, promete fazer tudo e nada faz. Coitado, a história do concelho reserva-lhe a cognome de “O CAPADOR”.
Os miúdos das freguesias de Canas, Carvalhal e Beijós saberão amanhã que o Sr. José Lopes e o executivo da Câmara de Nelas foram os responsáveis pela sua educaçã não lhes tendo sido ministrada em lugar limpo e saudável.
A nossa contestação à Câmara nada tem a ver com o povo de Nelas. O povo desta terra tal como o das freguesias sabe que não foram as pedrinhas nem os mosaicos que lhes resolveram os problemas e sabem que as obras de que mais beneficiariam seriam as de utilidade pública tais como saneamento, escolas, limpezas, habitação social, municipalização e alienação de solos,etc,etc.
Sr. Presidente, srs deputados não estamos aqui a por em causa a A.D. mas sim aqueles que dela serviram para usarem e abusarem do poder.
Sr. presidente srs deputados este estado de coisas não poderá continuar, os elementos do partido Socialista com assento nesta assembleia tudo farão para lhe pôr cobro.
Quando na campanha eleitoral nos apresentamos ao povo, dissemos-lhe que se ganhássemos as eleições para o executivo da Câmara, procederíamos de maneira a não privilegiar fosse que freguesia fosse tivéssemos nela apoio eleitoral ou não. Prometemos que se fossemos executivo procuraríamos que o crescimento do Concelho se desenvolvesse de maneira harmoniosa isto é resolvendo dentro das possibilidades orçamentais as carências das povoações principalmente as mais desfavorecidas.
Não ganhámos, outros que demagogicamente prometeram mundos e fundos foram escolhidos para governar.
Volvidos quase dois anos, que fizeram os Srs. Correia, Lopes & Garcia, lda. Afinal o que estes 4 srs. (sim porque eles são o verdadeiro executivo) fizeram do voto daqueles que confiando numa sigla os elegeram? Não estão aqui em causa partidos ou coligações, mas sim pessoas que deles se serviram para alcançar o poder.
Quando em 1980 esta assembleia começou a funcionar o sr. Presidente da Câmara já tinha cozinhado e feito aprovar pela assembleia cessante o orçamento e o plano para esse ano. Sabendo que um dos poderes desta assembleia é a de fiscalizar e fazer cumprir o plano e o orçamento o sr. Presidente nunca teve, e ele sabe bem porquê, a hombridade de enviar aos membros desta assembleia uma cópia dos ditos. Claro que o sr. Dr. Correia e o executivo sempre mostraram pouca simpatia e nenhum respeito por esta assembleia; pois até hoje nunca cumpriram as deliberações dela mesmo as que por eles aqui foram propostas.
Sr. Presidente srs. Deputados este executivo na sua ânsia de vingança política e cegueira ideológica, tem feito com que os dinheiros públicos tenham servido não para desenvolver as povoações mais carenciadas, mas sim para obras de fachada de pouco ou nenhum interesse para a esmagadora maioria do povo deste concelho. Se algum desenvolvimento se tem notado na sede de concelho ele pouco ou nada tem beneficiado a qualidade de vida dos seus habitantes principalmente os mais desfavorecidos.
Enquanto se procura neste país fazer desaparecer ideias colonialistas o executivo da Câmara desenvolve-as a fim de melhor poder atingir os seus fins.
Assim tirando partido da rivalidade Canas-Nelas, estes Srs. aproveitam para colonizar as freguesias do concelho em benefício de obras supérfluas na sua sede.
É ou não verdade que esta assembleia aprovou um plano de obras e um orçamento para 1981 que beneficiava todo o Concelho? Porque é então que o plano de obras não se cumpre e os dinheiros públicos saltam de verba em verba até irem cair nas pedrinhas e nos mosaicos das ruas da sede do concelho. É ou não verdade que enquanto se remodela principescamente a rede eléctrica do concelho povoações há que têm ruas sem luz e outras com lâmpadas há bastante tempo fundidas?
Quando foi proposto à assembleia que o vereador José dos Santos Lopes, mais conhecido pelo Zé promessas mentirosas, passasse a regime de tempo inteiro, a Câmara baseou a sua proposta na necessidade de um maior apoio às obras em curso, porém mais tarde a mesma Câmara veio propor-nos a redução de obras por falta de verba. Então meus srs. não há verba para dar andamento e cumprimento ao plano de obras e há verba para pagar 32 contos a um indivíduo para prometer e mentir?
Previa-se gastar em Carvalhal Redondo 3500 contos na compra de um terreno e abertura da Rua do Futuro. Então sr. executivo, quantos pregos pregaram nesta freguesia? Que fizeram em Senhorim, Santar Moreira, Carvalhas, Vila Ruiva e nas outras aldeias? Que se passa com a estrada que liga Canas-Aguieira-Pisão? É ou não verdade que o sr. presidente da câmara quando lhe falam no assunto toma as culpas ao Zézito dos buracos ou então à Junta de Freguesia de Canas.
A falta de diálogo desta Câmara é de facto notório. O seu presidente preferia ditar que dialogar, e quando alguém porque tem opinião contrária o contraria, então termos violentos brotam da sua boca tais como “vós quereis entravar o desenvolvimento do concelho , mas eu esmago-vos”.- que espécie de democracia é esta meus srs.
Canas-Nelas rivalidade que tínhamos esperança que se atenuasse com a entrada do vereador José Lopes a tempo inteiro para o executivo. Infelizmente este Sr. nada cumpriu do que prometeu, atraiçoou tudo e todos por um tacho, juntou-se ao clã colonialista não se contentando a igualá-los mas sim ultrapassando-os. A sua palavra para os canenses não vale um real furado, mente à esquerda e à direita, promete fazer tudo e nada faz. Coitado, a história do concelho reserva-lhe a cognome de “O CAPADOR”.
Os miúdos das freguesias de Canas, Carvalhal e Beijós saberão amanhã que o Sr. José Lopes e o executivo da Câmara de Nelas foram os responsáveis pela sua educaçã não lhes tendo sido ministrada em lugar limpo e saudável.
A nossa contestação à Câmara nada tem a ver com o povo de Nelas. O povo desta terra tal como o das freguesias sabe que não foram as pedrinhas nem os mosaicos que lhes resolveram os problemas e sabem que as obras de que mais beneficiariam seriam as de utilidade pública tais como saneamento, escolas, limpezas, habitação social, municipalização e alienação de solos,etc,etc.
Sr. Presidente, srs deputados não estamos aqui a por em causa a A.D. mas sim aqueles que dela serviram para usarem e abusarem do poder.
Sr. presidente srs deputados este estado de coisas não poderá continuar, os elementos do partido Socialista com assento nesta assembleia tudo farão para lhe pôr cobro.
Intervenção da bancada PS numa assembleia Municipal de 1982
Júniores do GDR - Parabéns

Devido à vitória alcançada na tarde de sábado (3-0) e com a conjugação de resultados de dois dos seus adversários, a equipa de júniores do GDR deveria ter conseguido o 2º lugar e assim o apuramento para a fase final da categoria, mas devido à interpretação de uma lei, acabou no terceiro lugar. Ainda assim Parabéns e força para a próxima época.
sexta-feira, março 09, 2007
Assinar:
Postagens (Atom)



